
Na manhã desta terça-feira (6) aconteceu a reunião que instalou oficialmente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no mandato do vereador Gustavo Moraes (PMDB). A vereadora Téia Pereira (PT) é a presidente da CPI; a Relatoria fica a cargo da vereadora Carmen Vargas (PT) e a secretaria sob responsabilidade da vereadora Cláudia Souza (PR). A reunião aconteceu no Plenário Lígia Almeida da Câmara de Vereadores de Bagé.
Para iniciar os trabalhos, foi lida a resolução nº. 06/010, que instala a CPI. As vereadoras requereram à Casa a disponibilização de assessoria legislativa e jurídica, digitador e segurança, conforme o Regimento Interno da Câmara. A comissão também solicitou o envio de todos os documentos protocolados que dizem respeito ao caso e que seja informado de forma oficial ao prefeito de Bagé, Luís Eduardo Colombo e ao Ministério Público sobre a instalação da CPI.
Ainda nesta semana as vereadoras devem montar um cronograma de andamento dos trabalhos da CPI. A partir do dia 15 de abril, as reuniões da comissão acontecem uma vez por semana, sempre nas quintas-feiras a partir das 9h15min.
A CPI vai ter um prazo de 90 dias para investigar as denúncias contra Moraes, podendo o prazo ser prorrogado por mais 30 dias.
REQUERIMENTO COM NOVA REDAÇÃO
O requerimento que solicitou a CPI para investigar o mandato parlamentar de Gustavo Moraes, protocolado na primeira sessão do ano pelos vereadores petistas Téia Pereira, Ruben Salazar, Jussara Carpes e Carmen Vargas, tem agora uma nova redação, conforme o texto abaixo:
Fato 1: Industrialização de provas contra a Ong Prociba, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o prefeito Luís Eduardo Colombo, bem como pessoas ligadas ao ex-prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi;
Fato 2: Proposição de repartição de salários de Chefe de Gabinete com o filho do vereador e a atuação do vereador Luis Gustavo de Moreira de Moraes, na gestão de seu gabinete, envolvendo fatos relacionados com prestação de contas de diárias, o uso de equipamentos e materiais da Câmara Municipal, destinação de remuneração e indução à prestação de falso testemunho de servidores a ele vinculados, entre outros fatos.
RELEMBRANDO
A CPI para investigar a possibilidade de corrupção no mandato do vereador Gustavo Moraes surgiu quando seu ex-funcionário, Ciro Gatto Umpierre, protocolou na Câmara de Vereadores uma denúncia contendo cerca de 10 acusações contra o peemedebista.
Texto: Felipe Rosa